Rotina é importante para vida. Mas, em que medida? Parece-me relevante por conta da disciplina. O modo como traçamos um caminho para alcançar um objetivo. Mas, nao é só isso. Nenhum planejamento pode ser plenamente rígido. Por que não? Porque imprevistos acontecem. E para eles precisamos estar atentos, alertas. Vivendo cada momento em sua intensidade como único.
Tenho tentado meditar todos os dias pela manha. A cada dia a tarefa é um pouco mais difícil. Procuro novas técnicas. Que incluem a respiracao. Na verdade, desenvolvi um verdadeiro ritual. Levanto, arrumo a cama, acendo o incenso, faço um chá, acendo velas, ligo uma música. Tomo um pouco do chá. Daí sento-me. Respiro. Miro o Tratak. Respiro. Foco num único ponto. Respiro. Deito em savassana. Olho o céu. Antes disso tudo anoto os meus sonhos da noite.
Ainda nao avaliei precisamente os resultados. Mas estou menos triste. Mais feliz e contente. Nos ultimos dias, entretanto, um pouco ou , quero dizer, ansiosa.
Nesse mês li o livro sobre a trilha do guerreiro. Shambhala. Foi um ponto alto. Porque dali tirei muitos ensinamentos. Particularmente em relação aos drala. Externo, Interno e Secreto. O caminho para o desenvolvimento do gurerreiro é a meditação. Por isso, enquanto lia o livro foi mais fácil ter um estimulo a mais para meditar. Pretendo estudar os ensinamentos. E de um modo mais consciente internalizá-lo.
Lendo sobre os estoicos no final de semana aprendi que eles buscam o bem, vivem com o mínimo e nao estao simplesmente atras das recompesas. É outro tema que preciso meditar a respeito. Contemplar. Porque as vezes , leio muito, mas a parcela internalizada é mínima.
Khalil Gibran & Mary Haskell foi o tema do final de semana. Especificamente as cartas trocadas entre eles. Um amor que não se transformou em casamento. Ela atuou como mecenas. Era mais velha e sua família se opunha ao relacionamento. Ele morreu com apenas 48 anos. Somente mais tarde, com a revelação da correspondência trocada entre eles é que ficou mais claro o papel fundamental que ela teve na vida dele, uma influencia marcante. Bonita a parte que ele diz que ela indicava o topo da montanha perguntando-se quando khalil lá chegaria e assim o instava a ir cada vez mais longe. Ele se imortalizou pela literatura, mas considerava seu ofício principal a pintura. De todas as maneiras, ele nao seria quem foi sem ela. Que belo, isso não?
Há de se meditar sobre o amor. Se esse é possível entre 2 seres. Também é uma esperança para todos nós. Um amor sem carência e sem demandas irritantes, sereno e que não quer nada além do bem do outro. Platônico na medida que as afinidades aumentam porque ambos olham na mesma direçao e sentido, sendo que ao caminharem, mais próximos ficam. Porque se fosse apenas físico ou psiquico, logo se esgotaria pela presença, ou , digamos, pela rotina.
Have a nice week!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
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